Se conhecimento fosse tudo que é necessário, todos nós seríamos gestores, professores, pais e indivíduos com performance incríveis. Mas, naturalmente, não somos, O maior obstáculo para a performance não ê não saber o que fazer; é não fazer o que sabemos.

A frase acima faz parte do livro intitulado “Você já sabe como se superar“, de Alan Fine, um ex-professor de Tênis do País de Gales que, durante seu trabalho como Coach e consultor de empresas, percebeu que:

  1. Quando não se percebe a natureza da performance humana, tende-se a diagnosticar os problemas e encontrar soluções a partir de uma perspectiva que representa somente uma fração do que é necessário para se ter uma excelente performance e, normalmente, as soluções que encontramos não sustentam a melhora da performance no longo prazo, e
  2. Se você não tiver uma maneira de tomar decisões rápidas e precisas, de forma consistente, e de executá-la bem na atual economia global, será facilmente deixado para trás.

Alan, que se baseia na obra intitulada “O Jogo Interior do Tênis”, de Timothy Gallwey (considerado um marco para a história do Coach contemporânea), discorre acerca da diferença do EU CRÍTICO para o EU NATURAL – chamados por Gallwey de Self 1 e Self 2, respectivamente. Eles entendem que nossa performance cresce á medida em que calamos o EU CRÍTICO e deixamos aflorar o EU NATURAL. Interessante, concordam?

Há uma visão sobre como as Interferências atrapalham a nossa capacidade, gerando nossa performance, numa equação simples:


PERFORMANCE = CAPACIDADE – INTERFERÊNCIA


Um exemplo claro é quando tentamos focar nosso presente pensando no passado. Não há como dar ao cérebro a mesma tarefa e esperar que tenhamos a mesma qualidade, seria algo como, em um carro, apertarmos simultaneamente o freio e o acelerador: uma parte quer ir e a outra quer ficar, gerando grande desgaste e pouco avanço, ocasionando frustração e consequente abandono da tarefa proposta.

Temos tudo o que necessitamos para darmos o nosso melhor, mas o que pode estar gerando uma performance abaixo do esperado é a quantidade de interferências que nos assombram, que nos tirem do foco, que nos façam postergar ou procrastinar o que tem que ser feito. Pense sobre isso:

  • Pense sobre o que você já sabe que poderia fazer para melhorar, de forma significativa, sua vida pessoal, financeira, religiosa, social ou profissional e que não esteja fazendo? O que falta para fazê-las?
  • Pense em um período em que você teve grande performance e em outro em que teve um baixo rendimento e compare os dois momentos. O que fez com que seu rendimento fosse fraco? Como era a sua situação quando foi exitoso?

Gordon MacKenzie cita, em seu livro “Orbiting the Giant Hairball”, um experimento com alunos de várias escolas fundamentais, quando perguntava, em cada sala, quantos ali eram artistas. No primeiro ano, vários pulavam de suas cadeiras, ansiosamente, se dizendo como artistas. Já no segundo ano, cerca de metade dos alunos se sentiam como tal, agora sem a mesma excitação da turma anterior. Quando se fazia a mesma pergunta para a turma do sexto ano, apenas um ou dois respondiam, agora de forma bastante tímida, temendo bulling dos colegas. Ou seja: o receio da “aprovação” externa sofre grande influência com o passar dos anos, pois habitualmente as crianças não recebem um estímulo adequado de seus pais e parentes. Pablo Picasso tinha uma frase espetacular sobre o assunto: “Cada criança é um artista. O problema é como permanecer um artista quando crescemos!”.

Desde pequenos somos limitados em nossas ações, por parte de nossos parentes mais próximos, devido ao que eles entendem que seja mais salutar para nós, sob a ótica deles, claro. Como, por exemplo: “Você irá cair!” quando, em realidade, apenas estamos nos divertindo, mas eles acham a situação perigosa. Essas limitações acabam por nos acompanhar, agindo como um “filtro” pelo resto de nossas vidas. Torna-se necessário ressignificarmos o que nos foi instruído e darmos uma nova realidade às histórias que nos contaram e, principalmente, entender que o que nos foi repassado tinha, em sua essência, um sentido de grande proteção e amor.

O maestro da Orquestra Filarmônica de Boston, Benjamin Zander, teve uma ideia brilhante: ao iniciar o ano, anunciou que todos os alunos receberiam a nota A pelo ano inteiro, desde que preenchessem um requisito dentro das próximas duas semanas: eles teriam que redigir uma carta como se a tivessem a escrevendo ao final do ano, detalhando seus sentimentos, insights e realizações como se já estivesse acontecido, e descrever a pessoa em que se transformaram. O resultado foi fantástico e transformador! O próprio Zander afirma que “Não é à toa que começo cada aula com o maior entusiasmo, pois essa é uma classe totalmente formada por alunos nota A; e o que há de mais prazeroso do que passar uma tarde em meio às estrelas?”.  Agora reflita:

  • Quais realizações extraordinárias você tentaria, se soubesse que nāo iria falhar?
  • Se você pudesse ter a certeza que deixaria um maravilhoso legado para seus amigos, parentes e sociedade, o que arriscaria?
  • Quais medos podem estar atrapalhando a sua estrada de sucesso?
  • Quais as reais interferências tem lhe tirado o foco da vitória?
  • Elas existem ou não?

Foco é o que nos distrai de tudo que está nos distraindo, afirma Timothy Gallwey, e também enfatiza que as conversas que temos conosco mesmos são o que atrapalham a nossa performance e aprendizagem, pois nāo conseguiremos ter grandes êxitos ou lições se tivermos ruídos em nossas mentes.O barulho interno é bem maior do que o barulho externo, concorda?

Toda AÇÃO gera RESULTADO! Se alguém necessita ter 8Kg a menos no período de um mês, e empreende ações para tal e, findado o prazo, viu que diminuiu seu peso corporal em 2Kg, ela teve RESULTADO? a resposta é SIM, ela teve resultado! Ela não teve pleno sucesso em sua empreitada, mas teve resultado pois AGIU e, para ter o resultado esperado, precisa ter mais efetividade e assertividade em suas ações. Nesses casos, uma pessoa que não tenha um foco bem definido ou deixe que as interferências atuem, pode desistir do projeto e voltar ao peso que não queria ter mais, uma pessoa focada ou acompanhada de um profissional atuante, verá que teve crescimento em seus atos, e precisa afinar a suas ações para obter a vitória pretendida. Cada resultado é uma sequência de ações e CADA AÇĀO É RESULTADO DE UMA DECISĀO! Em suma:

DECISÕES ⇒ AÇÕES ⇒ RESULTADOS

E você, tem tido os resultados esperados? Se você tem agido, os resultados tem surgido, mas deve ter claro se são os resultados esperados, não abaixo do que se pode obter, Se as suas ações não tem sido efetivas, é grande a possibilidade de suas decisões sobre a forma, intensidade ou quantidade de suas decisões estarem desalinhadas com os seus objetivos. Pergunte-se se o que você almeja seja SMART:

  • S: específico, significante, alongável;
  • M: mensurável, significativo, motivacional;
  • A: alcançável, consensual, atingível, executável, aceitável, orientado para a ação;
  • R: realista, relevante, razoável, compensador, orientado para resultados, e
  • T: temporal, prazos definidos, oportuno, tangivel

Lembre-se: você não é o resultado de como procederam com você, quer seja em sua infância, adolescência ou fase adulta, mas sempre será o resultados de suas ações, desde que decida AGIR! Há um mundo esperando por você! Seja o mundo que você espera! Faça acontecer o mundo que você MERECE!